Estacionamento nas Praias

A notícia caiu quem nem uma bomba, no passado dia 5 de abril: depois de em 2017 a GNR ter rebocado e multado centenas de carros perto das praias setubalenses, a Câmara Municipal decidiu que, este ano, o trânsito iria estar cortado nos acessos às praias da Arrábida, entre Figueirinha e Creiro, durante toda a época balnear. 
Tal implica que, a partir de 1 de junho, os veraneantes só poderão levar o carro até à praia da Figueirinha, onde encontrarão lugares de estacionamento pago. Esta quarta-feira, 18 de abril, a Câmara de Setúbal aprovou em reunião pública, o Projeto de Regulamento Específico de Zonas de Estacionamento Controlado na Praia da Figueirinha, ou seja o projeto para criar regras e preços para este estacionamento.
Em comunicado, a autarquia explica que a zona costeira de Setúbal, no Parque Natural da Arrábida, é um destino balnear muito procurado e de grande importância na região, precisando de “soluções de mobilidade, acessibilidades e estacionamento mais sustentáveis e disciplinadas” — ou não fossem conhecidas situações caóticas nos acessos, a cada verão.
A zona A de estacionamento.
E que, por isso, foi preciso criar nas praias do concelho meios que garantam condições de segurança dos utentes e a atratividade das praias.
Ou seja, dada a “elevada pressão automóvel” dos acessos viários às praias do concelho de Setúbal, a câmara decidiu tarifar o parqueamento na zona balnear da Figueirinha.
A zona B.
O projeto agora aprovado cria duas zonas de estacionamento de duração limitada, uma com 40 lugares, outra com 237, sujeitas ao pagamento de uma tarifa a vigorar entre 1 de junho e 30 de setembro, diariamente das 8h00 às 19h00.
O valor da tarifa vai variar consoante seja dia útil ou fim de semana ou feriado e encontra-se dividido em dois períodos, um compreendido entre 1 e 30 de junho e 1 e 30 de setembro, de custo mais reduzido, e outro de 1 de julho a 31 de agosto, mais caro. 
Os preços começam nos 10 cêntimos por fração de 15 minutos na época mais baixa, à semana. Aos fins de semana e feriados na época mais baixa, cada fração custa 15 cêntimos. Na época mais alta, aos dias de semana cada fração de 15 minutos é 20 cêntimos e aos fins de semana 25.
No fundo, a tarifa máxima diária, ou seja um dia inteiro, custa-lhe entre três e nove euros — o máximo — consoante seja semana ou fim de semana, pico do verão ou não. Paga três euros por dia útil, cinco aos fins de semana e feriados, em junho e setembro; e em julho e agosto paga seis euros e meio nos dias úteis, nove euros aos fins de semana e feriados, um dia inteiro.
Os preços das primeiras horas de estacionamento.
A decisão diz ainda que os veículos de duas rodas, considerados modos suaves de circulação, incluindo motociclos, ciclomotores e velocípedes, terão lugares próprios, gratuitos.
Está ainda prevista a possibilidade de os utentes adquirirem lugares privados de estacionamento durante toda a época balnear, por 500€, durante os meses de verão.
Fora dos limites horários e sazonais, o estacionamento é gratuito.
O projeto vai ser agora posto em consulta pública por um período de trinta dias, após a publicação em Diário da República, para recolha de sugestões.
Segundo foi avançado a 5 de abril, a Câmara de Setúbal quer proibir, a partir de 1 de junto, o trânsito na estrada de acesso às praias da Arrábida para evitar os congestionamentos provocados pelo estacionamento nas bermas da estrada.
Os visitantes só poderão ir de carro até à praia da Figueirinha, onde encontram este estacionamento pago. O transporte de passageiros para as outras praias da Arrábida deverá ser assegurado por um vaivém, a partir do Centro Comercial Alegro e da estação da Rodoviária na avenida 5 de outubro.
O plano prevê ainda a proibição do trânsito entre a zona do Edifício dos Pilotos e o Portinho da Arrábida, com exceção dos veículos de emergência, bem como dos veículos de moradores e comerciantes, e de motas, mediante um cartão de autorização de circulação emitido pela autarquia de Setúbal.

in https://nit.pt/out-of-town/vai-a-arrabida-tem-de-deixar-o-carro-na-figueirinha-e-ja-sabemos-os-precos

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